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Pavimentos Asfálticos x Pavimentos de Concreto – Custos de Implantação

A escolha da solução de pavimentos asfálticos ainda se justifica pelo seu custo de implantação no cenário econômico brasileiro atual?

Projeta Infraestrutura – São Paulo, 16 de janeiro de 2020.

Ana Paula Passos
Engenheira civil – especialista em orçamentos e estudos de investimentos

Rafael Batezini
Engenheiro civil, Dr. Sc. – especialista em pavimentação

 

Historicamente, os pavimentos têm sido divididos em duas grandes categorias – pavimentos flexíveis e pavimentos rígidos -, que se caracterizam essencialmente em função do seu comportamento mecânico frente às solicitações do tráfego. Outra classificação importante se refere aos tipos de materiais constituintes de cada estrutura, sendo que os pavimentos flexíveis possuem revestimento asfáltico, enquanto os pavimentos rígidos são construídos com revestimento em concreto de cimento Portland.

No Brasil, em geral, é muito comum a opção de se utilizar pavimentos asfálticos ao invés de pavimentos de concreto, tanto em obras de pavimentação urbana quanto rodoviária. Tal decisão, além do apelo cultural frente a tecnologia dos materais asfálticos, sempre esteve embasada também em critérios econômicos de curto prazo, visto que “pavimentos asfálticos possuem custos de implantação menores quando comparados aos pavimentos de concreto”.

Por outro lado, a prática internacional indica que pavimentos de concreto, quando devidamente projetados e executados, são caracterizados por apresentar vida útil prolongada em relação aos pavimentos asfálticos, tendendo a trazer economia para as obras de pavimentação a longo prazo, uma vez que a necessidade de manutenções é menor.

Buscando-se uma comparação atualizada quantitativa em relação aos custos de implantação de ambas as soluções, foi realizado o dimensionamento de duas estruturas de pavimento (asfáltico e de concreto) para as mesmas condições de tráfego e de suporte do subleito, além da avaliação do custo de execução de ambas as estruturas para os anos de 2015 e 2019, utilizando-se as tabelas de preço unitário do DER/SP como referência de preço.

Saiba mais: http://projetainfraestrutura.com.br/artigo-1.html